terça-feira, 1 de dezembro de 2009



APELO

...
De repente do riso fez-se o pranto,
silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


Talvez agora eu deva pagar por tudo e te deixar estraçalhar meu coração, assim como fiz com o seu.

Se a solução fosse só me arrepender já estaria tudo resolvido, mas é tudo muito grave, muito delicado.
Eu não tenho mais vida, mais sono, mais sonhos, eu não tenho mais VOCÊ, e a culpa é minha, só minha. Essa criatura desalmada que em um surto de minutos lançou palavras instantâneas e colocou ali todos os seus defeitos possíveis, e que por ironia do destino atingiram como uma flecha cheia de espinhos aquele ‘bichinho’ que passava por ali, talvez cheio de medos, ou até mesmo, de esperança.
Vou sofrer e morrer. Morrer até pagar cada lágrima que te arranquei, e cada sonho que destruí.
E, por favor, não pense que é mentira: que o meu corpo não vibrava quando perto do seu, que os meus sonhos não eram de verdade e que o meu amor era só mais uma aventura...
Isso é tudo que eu quero que acredite, mesmo com tantos deslizes. Quem sabe a vida é justa com você, e quem sabe também, um dia, eu consiga parar de machucar as pessoas que eu mais amo.
E Baby, quando acordar desse pesadelo, e voltar a sonhar, procura meu endereço se eu ainda estiver nos teus sonhos.



Eu te amo
, e essa verdade eu vou carregar pra sempre.

terça-feira, 24 de novembro de 2009



[[Estradainterditada]]



Quando a noite chega eu passo a sentir o quão vasto que é esse vazio. Outra estrada começa a ser construída sob meus olhos, e tenho medo de que ela fique pronta logo. Talvez se você liberasse a velha estrada essa construção pudesse até parar.
Não consigo mais fingir ter calma, nem consigo encontrar uma maneira de aceitar. E por me sentir mais fria a cada dia, certa de que está tudo errado, meu medo consegue aumentar a cada minuto. Tudo que eu mais quero é que minhas previsões para o amanhã não de certo, e se for voltar, volta logo! Issoaqui tá virando um jogo e tenha certeza q n haverá ganhador.

sábado, 7 de novembro de 2009

Sem chão.


Sim, eu admito! Muito medo!

Meu coração e meus olhos

Não me deixaram disfarçar,

E o meu humor se desmanchou

Em lágrimas de sangue.

Eu senti que podia te perder,

Do meu mundo, da minha vida,

E do meu coração.

Senti o peso das coisas que afastam você de mim

E senti o teu abraço me sufocando,

Tão intenso e tão triste

Que parecia nos levar para outro mundo.

Foi quando o tempo me exigiu

Algumas palavras cheias de espinhos,

E mesmo em meio de tantas lágrimas

Eu precisei puxar teus pés pra o chão.

Já não consegui olhar mais nos teus olhos,

Era a despedida mais triste e confusa da minha vida.

Depois de tudo abandonado, você se foi.

Meu dia se fechou em luto

E meus olhos mal se abriam,

Talvez fosse pior enxergar

O que acabara de acontecer.

Deixou minhas asas

E levou meu coração.

Mas baby, Eu não queria elas de volta,

Eu só queria ter você, e pra sempre!

Ah, e vem logo, antes que eu resolva

Colocá-las em minhas costas (que mentira! rs).

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Guerra! Se não eu, quem vai fazer você feliz?



Se ao menos eu conseguisse fazer parar de chover no jardim, eu ficaria mais tranquila. Mas aqui chove, e muito! Faz frio e venta tão forte que nem consigo mais ouvir o canto dos pássaros. Suas palavras têm mais espinhos que as minhas atitudes, seu medo, sua raiva, seu tudo. Você tenta disfarçar, mas eu vejo o quanto é absurdo o superficial q até então eu não conhecia, agora é tudo mais claro, e eu te sufoco! Sufoco tanto que me sufoco junto pra aliviar minha consciência. Jogaram-te no labirinto novamente e me levaram pra cidade do medo, de mãos atadas e sem o meu coração. Se você não conseguir encontrar a saída a tempo, talvez eu que vá me perder.

Não posso exigir mais do que você costumava me dar, não quero ouvir o não da tua boca. Pra onde irão os desejos? E o amor? Ah não! Não me peça para adormecer ele mais uma vez! Se isso aqui virou um jogo, ou até mesmo uma guerra, eu só irei jogar ou lutar se você me permitir, se tiver certeza que sairá desse labirinto logo e virá me afogar nos teus braços, até o sol nascer no meu jardim, aí sim, eu vou até o fim!




terça-feira, 20 de outubro de 2009


Algo sobre demônios!


Quando os demônios gritam e me rasgam por dentro, aquilo que arde e queima consegue ser mais forte que a verdade que nos une.

São os olhos de fúria e tempestade que eu tento esconder quando te pego perdido em outros focos, consumido por suas próprias crises. Não!Eu não consigo esquecer aquelas velhas possibilidades quase fatais que me sufocaram e me arrancaram o sono todas as noites. E finalmente controlo meu pranto, bebo um café amargo e rio da minha própria doença até cada demônio adormecer.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009


"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."[F.N]